A chuva caia forte, os raios caiam incontrolavelmente, o Necromancer estava a caminho. Durlac engoliu seco, segurou o sabre com força, suas mãos tremiam. Lilie olhava pela janela com um olhar firme. Durlac a encara por alguns segundos e percebe o quão decidida ela parecia. Teria ela coragem? Ele ainda não acreditava. Lilie era a maior aliada, a criação do necromancer e ao mesmo tempo, a maior arma contra ele mesmo. Isso fazia sentido?
Durlac larga o sabre do chão
- Precisamos sair daqui agora! - disse ele
- Eu já falei de que cuido disso - disse Liliane.
Durlac puxa a moça pelos ombros e a obriga a olhar nos olhos dele;
- Você não entende, algo não está certo! - disse ele em voz alta - Ele te criou Liliane, seus poderes vieram dele! Qual o sentido dele ter criado a única coisa que pode matá-lo?
Liliane permanece sem reação diante das palavras do amigo.
- Ele sabe que vai vencer, ele tem uma carta na manga, ele sempre tem! O desgraçado sempre tem um plano! - disse ele.
Liliane aponta para a janela e mostra a figura sombria do necromancer aproximando-se da entrada princpal, a luz verde dos corpos voltando e todos levantando-se vivos novamente. O caminhar pesado e acelerado do necromancer junto das palavras de Durlac injetam medo na moça, ela começa a recordar dos eventos que aconteceram dentro da mente de Krizalid.
- Eu acho que... agora é tarde, vamos ter que descobrir qual é o plano dele - disse a moça.
- Vamos embora! Encontremos Jamiel! Viver para lutar outro dia, é a melhor coisa a se fazer agora! Você é nossa maior esperança! Não se mate e jogue tudo fora! - diz ele puxando-a pelo braço.
- Não existe lugar que ele não nos encontre, não temos para onde ir!
- Temos! Não por muito tempo, mas é o melhor que podemos fazer!
Os passos pesados do necromancer ecoam pelo corredor do prédio.
- Está bem - disse ela - Para onde?
Durlac junta as mãos em arco criando uma esfera de luz junto ao rosto - segure-se em mim!
Liliana coloca a mão no ombro de Durlac e uma explosão de luz acontece revirando todas a sala em que eles se encontravam. Krizalid entra mas já não existia mais ninguém ali. Ele olha para o chão pensativo por alguns segundos e seus olhos começam a brilhar. Conectado ao seu flagelo de mortos ele começa a procurar pelo paradeiro dos fugitivos, onde um de suas marionetes o encontra-se ele saberia.
