26 de novembro de 2020

 

- Olha, eu realmente cansei disso e quer saber? Estamos longe, estamos muito longe, ele não vai achar a gente - disse Lilie caminhando mais uma vez em direção a rodovia.

 Durlac corre atrás da moça - Hey, calma, pera, a gente não pode fazer as coisas desse jeito! - disse ele.

- Ta, me assista fazer então - disse ela

Durlac para de caminha e fica observando Lilie indo em direção a pista, Turgésyo chega ao lado dele  diz - Vamos, sem ela estamos perdidos de qualquer forma.

- Vocês surtaram? - Perguntou Durlac

- Estamos exaustos - continuou Turgésyo - convenhamos Durlac, a gente vai caminhar pelo mato até onde? Estamos a meses na estrada? Deve ter fechado dois meses e algo, caminhar mais não vai fazer diferença, se ele encontrar a gente aqui ele vai nos encontrar de qualquer forma. 

- Mas é por isso que temos que fazer de forma pensada e não assim - diz ele apontando para Lilie que já atravessava a pista em direção a um posto de gasolina - Ela vai matar a gente!!

Turgésyo dá um tapinha no ombro de Durlac - Vamos, é o que resta, segue a bruxa.

- Eu ouvi isso - gritou Lilie em resposta ao ser chamada de bruxa.

Ambos correram para alcançar a moça que entrara em uma loja de conveniências e começava a pegar todo tipo de comida. Ambos permaneceram na porta tentando não parecerem suspeitos, dada a situação, Durlac olhava para todos os lados meio cismado de que alguma coisa poderia acontecer, no pior dos casos eles pareciam dois assaltantes o que dada a situação era até o menor dos problemas.

Logo eles perceberam Lilie conversando demais com a caixa do estabelecimento e Durlac deu um cutucão em Turgésyo para que ele prestasse atenção. Lilie sai com um sorriso no rosto e uma sacola cheia de salgadinhos, doces e algumas latas de chá gelado.

- Vamos pegar um carro - disse ela.

VAMOS O QUE? - ambos disseram assustados

- Ahh, me poupe vocês dois, é a forma mais rápida de chegar a cidade - disse ela.

- A gente vai pra cidade ?? - perguntou Durlac

- O que a gente vai fazer na ciadade? - dessa vez Turgésyo

- A mesma coisa que estamos fazendo aqui, pensar em uma forma de vencer Krizalid, certo? Mas com uma cama quente e civilidade - continuou Lilie - Eu quero um banho quente, uma cama de verdade, convenhamos que não temos nenhuma previsão de colocar qualquer plano em prática, estou garantindo a qualidade de vida até que tenhamos e ... - ela dá uma pausa e arruma a gola da camisa de Durlac - vamos todos pensar melhor quando tivermos uma boa noite de sono - ela dá um tapinha na bochecha de Durlac - e uma barba feita, certo querido?

Os Arcanistas se olham com a confusa situação onde Lilie tinha razão.

- Como vamos conseguir um carro? - questionou Turgésyo.

- Você acha que Krizalid vai nos encontrar se a gente usar um pouco do nosso poder arcano? - perguntou ela.

- Não sei, me diga você - questionou Turgésyo.

- No caminho até aqui, em alguns dos nossos acampamentos eu deixei uma runa escrita em algumas pedras, com certeza várias delas permanecem lá até agora - ela aponta para o céu azul de um dia limpo e claro - Krizalid obviamente não está em nenhum lugar próximo e se o clima fechar a gente teleporta para fora antes que ele chegue, da ultima vez deu certo, ele não tem como se aproximar demais eu o silencio. 

- Não abuse da sorte Lilie, Krizalid provavelmente tem um plano para lidar com seus poderes, ele conhece suas capacidades talvez até melhor que você - disse Durlac

- Sim sim, claro. Mas é o que tem pra hoje, tá? - disse ela com deboche caminhando em direção a um caminhão que estava começando a partir

- Bom dia querido - disse Lilie se dirigindo ao caminhoneiro - Você está indo para a cidade?

- Opa, bom dia, vou passar por ela sim - respondeu o homem de forma simpática.

- Ótimo - disse Lilie com os olhos brilhando em tom azulado - você vai nos levar na carga até a cidade e vai esquecer disso logo em seguida - terminou ela fazendo sinal com a mão para que Durlac e Turgésyo fossem com ela para a parte de trás do caminhão baú.

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