20 de dezembro de 2021

Conflito

 

  Em uma fúria repentina Turgésyo parte para cima de Liliana, com velocidade ele energiza a mão direita prestes a proferir uma projeção de energia arcana, a jovem arregala os olhos em resposta e expande seu círculo de negação arcana anulando toda a energia arcana do golpe, porém, o soco acerta Liliana e a derruba. Durlac corre para segurar Turgésyo que por sua vez ao ver Liliana derrubada percebe que conseguiria usar os poderes dele e cria uma onda de choque, Durlac é lançado longe mas antes que caísse cria uma corrente de ar que carrega Turgésyo vários metros para longe de Lilie, ainda desnorteada pelo golpe.

  Lilie abre os olhos caída no asfalto, sente o gosto de sangue na boca e tateia o próprio rosto sentido dor. Ela senta no chão e olha para Aaroniero que estava outra vez sem vida, já que ela tinha ficado desacordada por alguns segundos. Ela tenta e consegue re-erguer ele, mas em seguida o deixa cair mais uma vez. Ela percebeu que não seria eficiente controla-lo enquanto a crise com Turgésyo não estivesse sob controle, por isso ela expandiu mais uma vez seu circulo de negação anulando os poderes de todos em um raio superior a 1 quilometro.

- Você profana e escraviza como ele! - diz Turgésyo - Não irei te perdoar!

- Se controle, Turgésyo! - diz Durlac - Calma, vamos conversar, não tem necessidade disso - tenta ele apaziguar a situação.

  Liliane protegida por seu círculo e a uma distância segura calmamente puxa uma pistola e aponta para Turgésyo - Se eu atirar agora você não teria a mínima chance, você sabe disso.

- Então atire - diz Turgésyo - Caso contrário eu te mato! - Turgésyo começa a ir em direção a Liliana ainda com a arma apontada para ele.

- É isso que você quer? - pergunta ela

  Ele não responde e continua indo em direção a ela. Durlac ainda derrubado levanta-se apressado e tenta chegar o mais rápido possível em Liliana.

- Abaixe essa arma - diz ele

- Ele quer morrer, Marcelo você não entendeu? Ele quer morrer e ter a maldita resposta dele, a certeza de que eu sou como Krizalid.

- Você não é - diz ele - me dê isso - ele coloca a mão na arma e lentamente tira dela.

Turgésyo fica a um metro deles olhando com rancor nos olhos, Liliana olha para ele com deboche habitual dela, quase como se o desafiasse a fazer algo.

- Eu poderia ter te matado, guerreiro de Jamiel, não abuse de sua sorte! - Ela dá as costas aos dois e fica de frente ao corpo morto de Aaroniero - Quando eu analisei aquela abominação que Krizalid usou como espiões eu procurava algum traço arcano diferenciado, algo que pudesse me dar uma pista de como ele tinha feito tanto progresso - disse ela.

Ambos permaneceram em silêncio e ela continuou - Eu não consegui compreender como ele deu vida, vida de verdade, para aquela abominação mas eu percebi algo diferente do que procurava, percebi que conseguiria dar vida a criatura caso tivesse energia suficiente.

- Reviver a abominação? - perguntou Durlac

- Mas eu não tenho, Krizalid ainda tem uma fonte inesgotável de fluxo arcano, saber como ele faz não quer dizer que possa ser feito igual, porém eu consigo reviver algo menor - ela aponta para o corpo de Aaroniero - Não quero escraviza-lo, Turgésyo... - diz ela em tom debochado ao dizer o nome do arcanista - Eu quero as informações que ele possa nos dar, depois disso ele pode ter o descanso eterno que ele deseja.

  Turgésyo mantém o ódio no olhar, ele pensa por um segundo, olha para Durlac em dúvida.

- Você não acha que ele - aponta mais uma vez para o corpo - gostaria de fazer algo pela queda do Necromancer?

Turgésyo se aproxima mais de Liliana, Durlac fica em alerta com medo de uma nova agressão acontecer.

- O mal usa de verdades para coexistir com a justiça desde o princípio de tudo, você é maligna e eu sei disso, suas desculpas vão acabar Liliana e eu estarei lá - quando Turgésyo termina de falar, Durlac coloca a mão no ombro dele mais uma vez prestes a iniciar mais um pedido de calma, Turgésyo puxa o ombro com rispidez e olha para Durlac - Eu estou fora, não vou compactuar com esses princípios! - e começa a caminhar para longe.

- Onde você vai? - Pergunta Durlac.

- Eu sei onde não ficarei - responde ele.

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